sábado, 29 de janeiro de 2011

Aspen - XGames

Bom, então... viajei para Aspen na última quinta. Viagem irada, cidade perfeita e "mil e uma confusões". Só que agora estou totalmente sem tempo, tenho que voltar ao trabalho daqui há três horas - ainda não dormi - e não sei se consigo voltar por aqui antes de ir para Vegas (vou hoje à tarde). Então, vou seguir aquele velho jargão que diz "a quantidade de leitores de alguma coisa é inversamente proporcional ao número de palavras e diretamente proporcional à quantidade de imagens" e vou postar só as fotos.

Talvez eu volte depois pra contar a história toda. Ou talvez eu te conte num lugar qualquer dessa vida....

(clique na imagem para ampliar. Vale a pena)
Isso é a vista próxima à estação de esqui onde aconteceram os XGames. Precisa dizer mais?

Gelera que foi, toda junta, já no finzinho quase voltando pra casa: Felipe, Fernando, Gabi, Emille, Suanny, Milena, eu e Fúlvia.

Eu e Fernando pagando de turista e interagindo com uma estátua muito louca de Aspen.

Todo mundo no centro de Aspen: Gabi, Fernando, eu, Milena, Emille, Suanny, Felipe e Fúlvia.

Nessa hora era pra ser um momento "solidariedade". Já que Fernando quebrou o ombro, a ideia era que todos fizessem uma pose como a dele, mas não colou. heheh. Não sei porque...

Uma das pistas de competição dos XGame e quatro malucos voando alto!

Essa é uma das partes da confusão que estou com preguiça de contar. Todo mundo tirando um cochilo esperando as competições começarem. Turista que não sabe nada é tenso...

Lunch time. Em qualquer lugar do mundo parece ser a mesma coisa. Turistas = preço estratosférico.

Pose típica, na frente do logo dos XGames. Foi muito bom!

Vista do centro de Aspen.

Arquitetura de Aspen. Comentários mais técnicos deixarei para a Thi fazer... hahaha
Eu ainda fico de boca aberta com a beleza da neve sobre as montanhas do Colorado...


Bom, agora deixa eu ir. São 3h09 e eu trabalho das 6h até às 14h. Depois disso, 15h partindo para Denver para pegar o avião para Vegas às 18h20.

Enfim, Vegas, baby!
uhuu!

Inté

=D

domingo, 23 de janeiro de 2011

Gafes Trilíngues

Conscientemente ou não, é como dizem, quem nasceu para Didi Mocó nunca chegará a Chandler Bing. E, vale ressaltar, em qualquer idioma, o dogma procede.

In English:
No quarto de alguém, no meio de uma festinha, a garota me fala;
- Hey, Ennio, can you lower the temperature of the heater, please?
- Why? Are you hot?
[...]
STRIKE 1!

En Español ou, se preferir, Portunhol:
No trabalho, depois de um bom número de boas e rápidas montagens de sanduíches, uma das minhas gerentes, me fala;
- Muy bien, muy bien. Usted está mejorando. Perfecto.
- No me "elorria" demasiado, porque yo me quedo "embarazado"...
[...]
STRIKE 2!

Em Português:
No bar vazio, alguns graus abaixo de zero e alguns mililitros de álccol no sangue, eu falo;
- Pois é, pessoal, eu diria que hoje nós entramos numa fria, literalmente!
[...]
STRIKE 3!
YOU'RE OOOOOOUT!

hauhauahuahauah


But,
unfortunately for the world and better for me, I keep trying.
=D

Inté.

Conversa de boteco

Ou, sobre comportamentos ianques em cidades pequenas como a que estou.



Não há muito o que fazer em Idaho Springs. Uma cidadezinha há poucas milhas de Denver com alguns poucos milhares de habitantes, como eu já disse por aqui. Tanto que, quando você pergunta para qualquer um qual é o melhor lugar da "night" local, a resposta é só uma: West Wind.

West Wind é um pequeno pub estilizado rusticamente que fica no "centro" da cidade. O dono, aparentemente, é um fisiculturista sessentão que toca o negócio com seu filho - também bem maior do que o guarda roupa mais caro que se pode encontrar nas Casas Bahia. Temos, nós os intercambistas, ido uma ou duas vezes por semana no lugar. Lá dá pra curtir uma banda desafinada qualquer num dia ou participar de um karaokê gratuito para os clientes noutro - o que dá quase na mesma, a maioria das vezes.

Em uma dessas, estava conversando com um dos frequentadores. Claro, sobre assuntos de extrema pertinência.

- Então, aquelas garotas que estão com você são mesmo brasileiras? - perguntou ele.
- São sim. Por que? - retruquei.
- Por nada. Curiosidade. Brasileiras têm uma fama muito interessante aqui na América.
- É, a gente sabe, mas não é bem assim, cara. Tem mulher comportada e oferecida pra todo lado, oras! (risos)
- (risos) Sim, sim. Mas é só curiosidade mesmo, eu não posso fazer nada. (Mostra o dedo da mão direita com uma aliança).
- Está noivo? Quantos anos você tem?
- Estou sim. Tenho 21. Ela tá gravida de um filho meu e a gente decidiu casar.
- Putz. Parabéns... Isso é mesmo uma coisa que me deixou bem intrigado por aqui. "Todas" as garotas de Idaho Springs já tem filhos...
- Pois é. Quando eu tava no colégio, lembro que apenas uma das garotas da minha sala ainda não tinha tido filhos.
- Por que isso, cara? Por que vocês decidem ter filhos tão cedo? Todo mundo sabe como prevenir...
- É, claro, não é que ninguém saiba. É só porque, bom, você encontra uma garota que gosta de você e você gosta dela. Aí vocês decidem ficar juntos, só isso.
- Pow, mas e a faculdade e o emprego...
- Emprego é fácil de arrumar e faculdade... Bom, é muito caro e você não precisa de uma graduação para conseguir sustentar sua família.
- Mas aí, tchau juventude, tchau planos, tchau liberdade...
- Que nada. Dá pra fazer isso junto com sua família, se for a garota certa. Se não for, é só divorciar.
- E ela é a certa. (Falei olhando pra mão do cara).
- Acho que é.


Pensamentos bem diferentes dos meus eu encontrei por aqui.

Piadinha infame: Aposto que 16 & Pregnant da MTV deve ser líder de audiência em Idaho Springs.

Rotina

Lembra do rio que postei aqui há mais de um mês atrás?
Olha como ele tá agora...

Quase vinte dias sem vir por aqui. Puxa! É, o tempo passa. Engraçado que tem momentos em que é tão lento e as vezes muito rápido. Acho que é a rotina que, em qualquer lugar do planeta, sai seguindo a gente. Acordo, como alguma coisa, às vezes leio um pouco [muito às vezes], vou trabalhar e depois volto para casa, morto, mas ainda dou um jeito de fazer aquele social com uma festinha com o pessoal, um joguinho de cartas ou coisa do tipo.

Escrevendo assim parece tão "poxa, você viajou pra tão longe pra ficar tendo essa vidinha sua aí?". Mas acho que intercâmbio também é "essa vidinha aí", essa experiência só de trabalhar, sem trabalho de teorias da imagem pra entregar, sem ter que analisar longos textos do Martín-Barbero ou então ficar de olho na agenda pra não perder a primeira sessão daquele festival de cinema relâmpago que tá na cidade. Uma experiência bem engraçada. Me sinto como que numa engrenagem - ouvi essa metáfora em algum lugar, há muito tempo - ou em várias delas que compõem uma grande máquina qualquer. Tudo se torna um ciclo infinito e você meio que acaba se deixando levar por ele. Tenho que me lembrar de não deixar isso acontecer comigo na "vida real". Sem contar, claro, que tenho que juntar dinheiro para minhas duas próximas viagens: Aspen e Las Vegas! \o/

Enfim, fiquei muito tempo longe, "my bad". Vou tentar aparecer mais por aqui!

=D

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sobre pessoas que caem, se espatifam e adoram isso

- Ah, não sei se vou, cara. Estou querendo juntar uma grana...
- Que isso, mano, todo mundo vai e a gente nem vai gastar tanto. O maior risco que você corre é se viciar e não querer parar de ir.

Esse foi o finalzinho da conversa que tive com Antônio lá pelas sete horas do dia 3 de janeiro. Eu estava trabalhando e ele passou no McDonald's com Felipe e Milena. Estavam indo alugar as peças para esquiar e eu precisava me decidir para que alugassem ou não para mim. "Mas se for mesmo, tem que decidir agora, porque a loja já está fechando". No final me decidi pelo sim e entreguei o dinheiro. Uma das mais divertidamente sábias decisões que tomei desde que cheguei na terra do Tio Sam.

Pra alugar as roupas foi uma confusão porque uma pessoa não podia alugar para outra e eu estava no meio do serviço com o McDonald's simplesmente INFERNAL de tanta gente abarrotada - o que, aliás, é muito curioso, essas pesssoas comem McD a qualquer momento! Eu e Fernando, que também trabalhava na hora, tivemos que sair correndo para alugar. Vencida a fase do aluguel, vinha a outra: transporte.

Loveland é a estação de esqui mais próxima de Idaho Springs, mas fica há mais ou menos uns 40 minutos de distância - considerando-se a pista cheia de neve e a velocidade reduzida por esse motivo - e nós não tínhamos como ir. A "manha" era pegar a van dos empregados da estação que sai daqui da cidade, mas éramos SETE pessoas. Uma ou outra, até que poderiam passar desapercebidas, mas sete? Será? Saimos procurando e perguntando pra nossos colegas de trabalho, chefes, pra dona do hotel: "Você tem ou conhece alguém que tem um carro gigante que caiba sete pessoas - aqui isso nem é tão incomum - e possa nos levar amanhã cedo para Loveland - ali que ficava difícil - ?"

No fim, a dona do hotel nos indicou uma espécie de perueiro que não apareceu no dia seguinte. Ligamos, fechamos o negócio e aguardamos no outro dia. Às sete em ponto estávamos todos prontos, de roupa de esqui, prancha e - eu e outro colega - até de capacete. Só faltava a van, que nunca chegou. Foi tenso, porque esperamos até umas 8h30 e o prazo final para devolver as roupas para a loja de aluguel, sem ter que pagar, era 9h! Então aos 45 do segundo tempo ou, se você for considerar que faltavam 30 minutos para o fim do prazo, aos 15 minutos do segundo tempo - desconsiderando acréscimos, surge um bon vivant.

Um velhinho que mora aqui no hotel topou nos levar, depois de certa negociação. Subimos em dois carros. Eu, Fernando, Antônio e Diego com o Papai Noel viciado em tabaco e Ramon, Felipe e Milena num outro carro, com os filhos ou alguma coisa assim do senhor que me levava.

Bom, como eu disse, nós acordamos cedo, no dia anterior o trabalho foi puxado e Loveland fica a cerca de 40 minutos da cidade. Resultado? Dormi no carro. Dormi e fui ouvindo aas vozes dos meus colegas se calarem uma a uma: Antônio, Fernando e Diego. Eu não sei quanto tempo eu dormi, mas não foi pouco e, quando já estava acordado e só com os olhos fechados por falta de coisa melhor pra fazer, eu escuto o velhinho perguntar a Diego: "Para onde vocês estão indo mesmo, meu filho?!".

Nós tínhamos ido parar em Frisco! Uma cidade há quase 30 milhas de distância da estação de esqui, segundo o Google Maps - acredite se quiser. No final, chegamos quase uma hora mais tarde do que o previsto, mas ganhamos um desconto gordo do bom velhinho tragador.

Finalmente, o assunto da postagem: esqui!!

Três segundos para descobrir quem sou eu na foto... PÊN! Tempo esgotado: Felipe, Diego, Fernando, Ramon, Antônio e eu.

Esquiar é uma coisa meio sadomasoquista, sobretudo no início. Isso porque você só sabe fazer duas coisas: 1 - Cair; 2 - Rir dos seus colegas caindo. Assim que se chega na parte das pistas, já começa a batalha, você tem que colocar a prancha em um pé só e ir andando/deslizando até o teleférico. A prancha desliza mais do que... do que... sei lá, do que alguma coisa que desliza muito.

Sabe, havia uma placa de aulas para iniciantes lá: 10 dólares. Mas nós, brasileiros, claro, não quisemos ou por "ah, que isso! Quero aprender na raça!" ou - como eu - por "DEZ DÓLARES?! TÁ LOKO?! SABE QUANTOS ALMOÇOS EU PAGO COM ISSO? NEM PENSAR!".

Subir o teleférico, nas quatro primeiras horas, foi o que mais gostei [vide fotos no fim da postagem]. É uma coisa tranquila, revigorante e muito bonita. Você lá em cima, vendo as montanhas cheias de gelo, as pessoas lá em baixo mandando bem no snowboard ou no esqui... O problema é descer. Das oito ou nove vezes que devo ter descido a montanha só não cai duas! [vide video no fim da postagem].

Mas acho que raras são as vezes que me senti tão feliz por ter realmente feito uma coisa que quase ninguém fez do que como me senti por ter alugado aquele bendito capacete cinza! Nas primeiras vezes você só faz cair: de frente, de costas, de lado, parado. O pior, pensando agora, é que, diferentemente da grande maioria das outras coisas, no snowboard você não precisa acelerar, você precisa frear! E, no início e sem aulas, você não sabe nada, só tenta ficar em pé emcima daquela manteiga toda que é a neve. É aí que o bicho desce acelerando e você se arrepia de medo! "Caraca, isso tá muito rápido, vou voltar pra casa na cadeira de rodas se eu não parar". E qual o único jeito que você sabe parar? Se jogando no chão. Sinceramente? A parte "traseira superior" das calças de esqui para iniciantes deveriam ter um acolchoamento melhor, se é que vocês me entendem.

Mas com o tempo você vai pegando o jeito. Tem gente que estava na segunda vez na montanha e que já manda benzaço! E tem outras que, bom, "a ida a Loveland seria muito menos divertida se não tivesse ido" haha. Eu acho que fiquei mais ou menos no meio do caminho. Não sei quando vou de novo, mas não sou uma negação completa no negócio. Embora eu tivesse pensado que fosse depois da primeira descida, que deve ter sido a mais dolorida e demorada de todas.

Ah sim, cair na neve doi. Essa conversa de que ela é fofinha e blablabla não é nada mais do que isso: "blablabla". Não é nada sério, que você fique incapacitado para sempre, mas doi sim. O porém é que você está ali para isso, todo mundo ao seu lado - caso você vá numa pista para iniciantes, claro - também está se esborrachando feio, então você acha tudo muito engraçado e continua indo. Como eu já disse, um lance meio sadô mesmo, não literalmente mas parafraseadamente, enfim....

Dica: Não fique com sua câmera fotográfica no bolso caso vá esquiar. Eles deveriam escrever isso nos manuais de esqui. Principalmente se a sua for daquelas que a objetiva fica um pouquinho pra fora, mesmo desligada. Cair sobre aquilo é pior que soco no estômago!


Fotos


Todo mundo junto, assim que chegamos: Felipe, eu, Milena, Antônio, Diego, Fernando e Ramon.

Vista das montanhas geladas em algum lugar entre Idaho Springs e Frisco (?)

Parada pra comer na lanchonete - caríssima - de Loveland. Detalhe para a jardineira style que tô usando.

Ia colocar a legenda "eu, depois de um belo tombo", mas ficou muito na cara que é posada. Então: "eu sentado na neve fingindo que acabei de levar um tombo"

Galera reunida de novo. Nunca é demais. =D Eu - aparentemente com dor nas costas, Milena, Felipe, Ramon e Fernando

Olhando para trás no teleférico (lift)


Foto olhando pra frente mas meio desequilibrado porque a câmera quase caiu.

Vista linda ainda no lift.

O outro lado. Como eu e Milena concluímos, essas estações ganhariam um dinheirão se fizessem uns teleféricos só pra passear e sair olhando a paisagem maravilhosa. Eu pagava uns 2 dólares fácil! =P

Pra finalizar, a primeira descida do teleférico, lift. Eu sou o último.


Espera mais, Ennio! Espera maaaaaais! hahahahah

Ontem, sem sombra de dúvidas, entrou pra lista dos dias que muito dificilmente vou me esquecer!

Inté!

Saudades de todos.

=D